Acordar e mostrar a mim mesma quem eu sou. Mostrar aos que amo quem eles são. Não permitir que o mundo me engane com a urgência de precisar ser todas as probabilidades impostas, propostas de cárcere. Lutar para que minha vida não seja uma sequência de expectativas externas correspondidas. Corresponder-me, sem me deixar desesperar pela necessidade dos outros. Nunca esquecer que eu, mais que ninguém, preciso de mim. Amém.
19.10.11
11.7.11
23.4.11
Talvez o tempo tenha roubado da moça o viço
Tirado-lhe os dias dos olhos, a cor
Plantando no lugar uma pretura amarga
Sem data, luz, gente ou vela para acender
Não há mais graça na moça
Esquecendo pelos cantos motivos,
votos, princípios e coragem.
Morreu vontade no peito da moça
Ficou a inquietação aflita pela hora de acabar
Trocou-se o despertar pelo sono
O apático sonho dos que não querem acordar
10.3.11
2.3.11
Poesia
Não consigo esquecer aquela Poesia que você fez quando eu nasci, é muito bonita. Você me mostrou quando eu cresci e você me despertou. Meu coração criou asas e voou para você e o seu também criou asas e voou para mim. Mas não é de verdade, é o amor que voa e conquista o nosso coração!
(Texto de Monalisa Campelo que ganhei n'uma cartinha ontem)
(Texto de Monalisa Campelo que ganhei n'uma cartinha ontem)
19.1.11
Parábola da rosa
Da rosa faz-se ferida ou carícia, segundo possa querê-la sã ou loucura. É teu momento que colhe a rosa. Dará à ela adubo ou praga e ao teu jardim o nome de inferno ou céu. É tu, só tu quem pode semeá-la. E teu amor ser flor ou dor, quando assim o fizer.
11.1.11
8.1.11
Re-
Cartas esquecidas nas gavetas são meus sentimentos que reabro em dias estranhos. A caligrafia trêmula do inseguro. A escrita forte da coragem.Histórias desenhadas na memória que se perdia, vivem.
Confundo-me na relembrança de sensações que rasgam como gritos. E grito também. Porque já não me sabia o que descubro de mim ao reler-me. E grito. Leio sem silêncio.
22.11.10
No de repente tuas mãos rasgaram-me o peito e em tua pele grudou-se minh'alma, que passaste então a arrastar aonde fosse, sem intuito, entre os dedos. Por vezes foi tratada sem dó, esquecida, levada por aí, descontrolada. Era tua. E fosse o que fizesse, a teria lá, nas mãos.
Costurando as feridas durante teu sono, minh'alma repousava de leve, pelos cantos. Aí, não era mais uma prisioneira, seguia-te por querer, mesmo que já nem mesmo as mãos se pusessem sobre ela.
Um dia percebestes que, além de tua sombra, algo mais te seguia. "Que fazes?", perguntou surpreso. E respondeu minh'alma: "Eu sempre estive aqui". Tu, com um olhar zombeteiro, duvidou : "Como, se eu nunca te vi?" E passou então a ser seguido, como um espelho, sem acreditar, não só por minh'alma, mas também pela eterna resposta: "Eu sempre estive aqui".
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