Mudaram o roteiro
e eu nem percebi
Passaram-se as datas
Perdi o trem de partir
Agora, sem demora
A pé, vou-me embora
Daqui.
.Sem Patente
31.12.11
7.12.11
Faz frio por dentro
Passa Dezembro
Arrepia a pele
Madruga
O vento
Ventilador.
*
Da Vida.
Dou Vida?
Duvida.
Dúvida.
Do ouvido.
Do ouvir dor.
Dou ouvido?
Duvido!
*
Passa Dezembro
Arrepia a pele
Madruga
O vento
Ventilador.
*
Da Vida.
Dou Vida?
Duvida.
Dúvida.
Do ouvido.
Do ouvir dor.
Dou ouvido?
Duvido!
*
Retornando ao quadro em branco do blogspot para expor linhas, cores, letras, traços... Externar o que vinha sendo triturado, fermentado e cozido em silêncio. Volto à criatividade da produção aleatória em mídias públicas! E que bom! Exorcismo on line. Por hora só algumas palavras que vieram soltas, meio embaralhadas pela confusão do sono. 'Literalidades'. Adoro jogos de palavras.
19.10.11
Acordar e mostrar a mim mesma quem eu sou. Mostrar aos que amo quem eles são. Não permitir que o mundo me engane com a urgência de precisar ser todas as probabilidades impostas, propostas de cárcere. Lutar para que minha vida não seja uma sequência de expectativas externas correspondidas. Corresponder-me, sem me deixar desesperar pela necessidade dos outros. Nunca esquecer que eu, mais que ninguém, preciso de mim. Amém.
11.7.11
23.4.11
Talvez o tempo tenha roubado da moça o viço
Tirado-lhe os dias dos olhos, a cor
Plantando no lugar uma pretura amarga
Sem data, luz, gente ou vela para acender
Não há mais graça na moça
Esquecendo pelos cantos motivos,
votos, princípios e coragem.
Morreu vontade no peito da moça
Ficou a inquietação aflita pela hora de acabar
Trocou-se o despertar pelo sono
O apático sonho dos que não querem acordar
10.3.11
2.3.11
Poesia
Não consigo esquecer aquela Poesia que você fez quando eu nasci, é muito bonita. Você me mostrou quando eu cresci e você me despertou. Meu coração criou asas e voou para você e o seu também criou asas e voou para mim. Mas não é de verdade, é o amor que voa e conquista o nosso coração!
(Texto de Monalisa Campelo que ganhei n'uma cartinha ontem)
(Texto de Monalisa Campelo que ganhei n'uma cartinha ontem)
19.1.11
Parábola da rosa
Da rosa faz-se ferida ou carícia, segundo possa querê-la sã ou loucura. É teu momento que colhe a rosa. Dará à ela adubo ou praga e ao teu jardim o nome de inferno ou céu. É tu, só tu quem pode semeá-la. E teu amor ser flor ou dor, quando assim o fizer.
11.1.11
Janela
Eu sou meu quarto. Aquele em que a janela maior é a mais vulnerável ao ensolarar das manhãs, ao sol alto do meio dia e à chuva, nas tempestades ou serenos calmos com vento. Que está sempre fechada, por proteção.
8.1.11
Re-
Cartas esquecidas nas gavetas são meus sentimentos que reabro em dias estranhos. A caligrafia trêmula do inseguro. A escrita forte da coragem.Histórias desenhadas na memória que se perdia, vivem.
Confundo-me na relembrança de sensações que rasgam como gritos. E grito também. Porque já não me sabia o que descubro de mim ao reler-me. E grito. Leio sem silêncio.
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